Arquivo mensal: julho 2015

Furtos de veículos disparam no ABC Paulista

São Caetano do Sul: aumento de 45% nos casos de furtos de veículos

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, as cidades de São Bernardo, São Caetano e Diadema tiveram expressivo aumento no número de furto de veículos.

O maior aumento foi em São Caetano, com variação de 45% em comparação com maio – 48 foram registrados em junho, contra 33 no mês anterior. Logo atrás fica Diadema, com aumento de 16,6%, e São Bernardo, com 7%.

Em maio, 78 casos foram registrados pela polícia de Diadema, enquanto em junho o número subiu para 91. Em São Bernardo os números saltaram de 181 para 193.

Roubos de veículos também aumentaram em Diadema e São Bernardo, com variações de 9,2% e 8,4%.

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Veja dez características que afastam os ladrões dos carros

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Muito se fala sobre os carros preferidos pelos ladrões, mas pouco se diz sobre os modelos menos visados pelos bandidos.

O Portal da revista Exame fez uma lista com 10 características que os ladrões não gostam em um carro, ou que podem ser um critério de desempate na hora que eles decidem qual carro roubar.

1) Cores chamativas

Os carros com cores mais chamativas são evitados pelos ladrões por dois motivos: a maior facilidade de localização do veículo depois de roubado; e a menor procura no mercado paralelo, tanto por conta da maior dificuldade de revenda (por serem carros que não agradam a todos os gostos), quanto pelo fato de as peças coloridas serem menos buscadas para reposição.

“O criminoso evita cores mais chamativas. Já os carros com cores padrão, como branco, preto e prata, são os preferidos, porque se misturam na intensidade dos outros veículos em uma fuga e são mais buscados no mercado negro”, explica capitão Cleodato Moisés, porta-voz da Polícia Militar de São Paulo.

2) Carros importados e de alto valor

São carros que normalmente chamam muita atenção, por isso, apesar do alto preço, são modelos desvalorizados pelos ladrões. “O ladrão tem medo de ser notado na rua com um carro desses porque é o tipo de carro que todo mundo olha. Além disso, estes carros costumam ter sistemas de segurança mais avançados, que dificultam o roubo”, esclarece Luiz Pomarole, da Federação Nacional de Seguros.

E ainda, como os carros importados e de alto valor são menos populares, há menos procura por este tipo de carro para revenda e também uma menor demanda por peças de reposição.

3) Carros menos populares

Os especialistas explicam que muitos roubos são resultados de encomendas. Sendo assim, qualquer tipo de veículo pode ser um alvo, desde que o mercado paralelo tenha um comprador interessado. Porém, os modelos menos comuns, apesar de não serem totalmente protegidos destas encomendas, acabam sendo menos roubados que os populares por estarem em menor quantidade.

“O carro menos popular tem menos risco de ser alvo porque o criminoso rouba e furta para vender no desmanche. Por isso, ele vai pegar o carro que tenha comércio mais rotativo. Não adianta pegar um carro que as pessoas não estão usando”, explica o capitão da PM.

4) Rodas básicas

“As rodas são o principal alvo dos roubos hoje em dia porque são vendidas muito facilmente. Como não existe uma identificação da roda com o veículo roubado, muita gente acaba comprando as rodas em qualquer lugar sem saber se elas são fruto de um roubo”, diz o porta-voz da PM.

Moisés explica que, como muitos roubos são motivados principalmente pelas rodas, os carros com rodas mais básicas acabam mais ignorados pelos ladrões do que os carros com rodas de liga leve, por exemplo. E ainda, se o objetivo for roubar um certo modelo de veículo e o ladrão encontrar dois carros do mesmo modelo, ele irá preferir aquele que tiver as rodas em melhores condições.

5) Picapes e SUVs movidos a gasolina

Boa parte dos modelos de picapes e SUVs são vendidos com duas opções de motores: movido a diesel ou a gasolina. Segundo Pomarole, os modelos movidos a gasolina são muito menos visados do que os movidos a diesel. “O motor diesel roda muito e, por isso, tem mais necessidade de reparos e a demanda por peças é mais alta. Por isso, nestas categorias, os carros movidos a gasolina são menos visados. Ele também acrescenta que, como o motor a diesel costuma ser mais caro, ele também é muito buscado no mercado paralelo por compradores que buscam um preço mais acessível.

6) Carros sem acessórios externos

“Os carros com acessórios externos têm sido preferidos por ladrões, justamente por deixarem à mostra itens que são visados por eles”, afirma Pomarole. Ele diz que alguns dos acessórios externos mais visados são os estribos (peça que fica na lateral do carro e serve como suporte para subir em carros altos) e os estepes, peças que são muito roubadas por terem alta demanda no mercado paralelo.

Os estepes, por exemplo, podem estar localizados tanto dentro quanto fora do veículo. Se o objetivo for apenas furtar a peça, carros com estepe interno são menos buscados por dificultarem a ação. E ainda, se o ladrão estiver na dúvida entre dois carros parecidos, o item à mostra pode servir como critério de desempate.

7) Som de fábrica

Os rádios são um atrativo para os ladrões e muitas vezes são o objetivo principal do furto ou roubo. Segundo o porta-voz da PM, aparelhos de som de fábrica são menos vantajosos para os ladrões porque só servem para aquele modelo de carro. Em alguns casos, até param de funcionar quando desinstalados. “O criminoso já sabe que este tipo de rádio pode ser danificado se retirado do carro. E mesmo que não seja, eles também já sabem que os aparelhos de fábrica não têm tanto comércio quanto outros rádios que eles podem instalar em qualquer carro”, explica Moisés.

Ele também explica que os carros com rádios mais básicos são menos visados. “Hoje o criminoso está mais atento ao que é bom e o que não é. Quanto mais básico o aparelho, menos chamará a atenção. Aparelhos com DVD e GPS, por exemplo, têm sido bastante roubados”, diz o capitão.

8) Travas manuais

Moisés explica que, apesar de existirem sistemas mais avançados, as travas manuais podem inibir a ação do ladrão ao serem avistadas. “As travas de volante e as travas de câmbio acabam criando um grau de dificuldade para a ação do criminoso e ele pode deixar de agir ao ver a trava. Não vai evitar 100%, mas vai dificultar o roubo”, diz.

Pomarole concorda que se o ladrão olhar a trava pelo vidro do carro, ele pode desistir de roubar o veículo, mas ressalta que este sistema de segurança pode ser altamente falível. “A trava não evita o roubo (quando a vítima está presente), apenas pode evitar o furto (quando a vítima está ausente). E nem sempre o motorista ativa a trava, às vezes ele esquece, ou não aciona porque logo vai voltar para o carro”, diz. Ele acrescenta que os rastreadores e bloqueadores, por exemplo, são mais eficientes porque não dependem do acionamento manual e ajudam o motorista a encontrar o veículo depois que o roubo foi consumado.

9) Película que escurece o vidro

Em um roubo, o uso da película pode evitar a aproximação do ladrão, uma vez que ela o impede de ver com clareza quem está dentro do carro. E no caso do furto pode dificultar a visualização de objetos deixados no interior do veículo que chamariam sua atenção.

No entanto, o item pode ser um tanto controverso: “Em um roubo, o ladrão pode preferir um carro sem insulfilm porque sabe quem está dentro do carro. Mas, ao mesmo tempo, em um furto, o ladrão pode preferir carros com insulfilm porque, ao fugir com o carro, ele ficará menos visível”, explica Pomarole. O insulfilm também não será eficaz no caso de um roubo programado, em que o ladrão já sabe quem é a sua vítima e, portanto, quem está dentro do carro.

10) Carros básicos

Os carros básicos naturalmente têm menos valor de revenda do que os mais equipados. Além disso, ao serem desmontados, terão peças mais baratas e menos acessórios do que os carros mais sofisticados. “Um painel atrativo, por exemplo, hoje em dia chama muito a atenção do ladrão quando o carro está estacionado em via pública”, explica o capitão Cleodato Moisés.

Os carros mais equipados muitas vezes também são roubados para que suas peças deixem os carros mais básicos da mesma linha mais equipados.

 

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Ladrões de Carros recebem encomendas por WhatsApp

 

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Os bandidos estão cada vez mais ousados. Os “clientes” deles usam aplicativo para encomendar o tipo de veículo a ser roubado.

Um esquema de distribuição de peças clandestinas de veículos roubados ou furtados foi descoberto pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores, nesta semana, em Cuiabá. Há dois meses a Especializada investigava o envio de peças ilícitas para várias localidades do Estado de Mato Grosso.

De acordo com o delegado titular da DERRFVA, Wagner Bassi Junior,  denúncias chegaram a Delegacia informando sobre a facilidade de comprar de peças usadas de veículos. “Vínhamos notando que essas peças eram distribuídas, sem nota fiscal e controle, para todo o Estado e levadas sob encomenda por transportadoras em Vans”, explicou.

O comércio clandestino foi confirmado após a localização de uma casa com muros altos e portão fechado, no bairro Parque Geórgia,  onde os policiais se deparam com cerca 40 veículos, entre caminhonetes e automóveis,   cortados e desmanchados, todos com suspeitas de origem ilícita.

No local, os policiais prenderam um homem de 28 anos, por receptação qualificada, sem direito a fiança, por atividade comercial. Conforme as investigações, o suspeito receptava veículos, possivelmente roubados ou furtados, depois com ajuda de dois funcionários cortavam os carros com uso de maçaricos e retiravam todas as peças para revenda à pessoas que faziam as encomendas por telefone e via aplicativo WhatsApp.

O delegado Wagner Bassi destacou a dificuldade de fazer a identificação dos veículos, pois estão todos sem as plaquetas de numeração dos  chassis. “A maioria está sem o número de identificação. Algumas não vamos conseguir identificar, mas outras tem números secretos que a perícia consegue identificar”, disse o delegado.

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